COLONIALIDADE NO ENSINO SUPERIOR DE MÚSICA E OS REFLEXOS SOCIAIS DA PRÁTICA SINFÔNICA
Palavras-chave:
Ensino superior de música, Colonialidade, Prática sinfônica, Impacto social da músicaResumo
Este artigo apresenta reflexões de uma pesquisa etnográfica de mestrado, e objetiva discutir os desdobramentos sociais da manutenção de práticas sinfônicas coloniais no ensino superior de música brasileiro. Reconhecendo o habitus conservatorial (PEREIRA, 2020) sustentado pelo sistema de formação superior em música, reflito sobre as problemáticas dessa prática que carrega consigo a “promessa civilizatória”, enquanto reproduz lógicas de dominação e contribui para o apagamento de identidades culturais. Para além da crítica ao sistema, proponho um olhar empático sobre os sujeitos afetados por esse processo – destacando os músicos em formação e o público ouvinte – que se tornam vítimas de uma violência simbólica. Referências da etnomusicologia e educação musical me auxiliam na fundamentação teórica da discussão sobre música e relações sociais, colonialidade e o ensino superior de música, evidenciando uma forma de dominação que, embora não explícita, permeia os detalhes da vida social.