RELAÇÕES ENTRE OS RITMOS DA JIKÁ AFROBRASILEIRA, DO BEMBÉ AFROCUBANO E DA ZAMACUECA AFROPERUANA: Fluxos migratórios, culturais e religiosos
Palavras-chave:
Etnomusicologia Dialógica, Teologia, Ritmos afro-latino-americanos, Migrações, Caribe estendidoResumo
Com o aumento das migrações internas na América Latina, principalmente entre Brasil e os países de fala hispana, os fluxos culturais têm ganhado mais ênfase. Esse tecido cultural, ao mesmo tempo que se enriquece e se reconhece próximo, também coloca em evidência processos históricos que levaram a certas diferenciações em como a música é dinamizada em cada cultura local, principalmente na sua intencionalidade e em relação com o sagrado. Tal movimento pode ser entendido e mapeado dentro da herança africana comum presente em América Latina e o Caribe. O objetivo desta comunicação oral é evidenciar as relações e contraposições de ritmos afro-peruanos, afro-cubanos e afro-brasileiros, na perspectiva musicológica e etnomusicológica, entre os ritmos jiká, o bembé e a zamacueca, para uma articulação sadia do fluxo cultural crescente devido ao aumento da migração de hispanos latino-americanos ao Brasil. A metodologia aplicada é de revisão de literatura e etnografia digital. A abordagem obedece à perspectiva da Etnomusicologia Dialógica, em contato com a Teologia. Como considerações finais, pode-se dizer que os ritmos mencionados têm estreita semelhança e são fruto de uma herança africana comum, mas seu uso e entendimento sacro-religioso apresentam diferenciações culturais e sociais que limitam o fluxo e que demandam atenção e direcionamento.