Etnobiografia e multimodalidade: reflexões a partir da colaboração com Julio Valverde
Palavras-chave:
Etnobiografia, Multimodalidade, MultiletramentosResumo
Recentemente, trabalhos no campo da antropologia multimodal (COLLINS, DURINGTON e GILL, 2017) têm defendido a realização de pesquisas que ultrapassem o formato escrito, buscando desafiar os limites convencionais da descrição e representação etnográficas, assim como promover práticas acadêmicas mais inclusivas, reflexivas e colaborativas. Nesta comunicação, a partir da discussão de diferentes produtos (livro, filme, álbum musical e site) derivados da minha pesquisa de pós-doutorado sobre o compositor e cozinheiro Julio Valverde, pretendo refletir sobre o potencial da abordagem multimodal no fazer etnobiográfico (GONÇALVES, 2012), abarcando as dimensões da invenção, representação, colaboração e difusão. Busco também destacar a importância de que etnomusicólogos estejam dispostos a se “multiletrar” (NEW LONDON GROUP, 1996), de modo que os formatos de elaboração e compartilhamento dos produtos de pesquisa correspondam aos interesses e expectativas do músico que narra sua história de vida.