ESCRITA COLETIVA COMO PRÁTICA DE RESISTÊNCIA:Perspectivas para uma Etnomusicologia Engajada

Autores

  • Tamiê Pages Camargo Unicamp Autor
  • Lorena Avellar de Muniagurria UNiCAMP Autor
  • João Henrique Amancio Gião UNICAMP Autor
  • Hellem Pimentel UFES Autor

Palavras-chave:

Etnomusicologia, Escrita Coletiva, Resistência, Ativismo, Descolonização

Resumo

 A partir da experiência da escrita coletiva do livro Musicar Local – trajetórias para os estudos musicais (no prelo)1, produzido por cinquenta pesquisadores de trajetórias e temas diversos em etnomusicologia e antropologia, este trabalho discute como a escrita colaborativa constitui um campo fértil de experimentação que possibilita descolonizar métodos de pesquisa ao reconhecer experiências e saberes diversos, emergindo como escolha política que permeia todo o processo investigativo. Na escrita coletiva, as pessoas envolvidas são convidadas a se interpretar e a interpretar o mundo, tornando-a um processo de reflexividade dialética (Bergano e Vieira, 2020, p. 19). O fato de pesquisadores com posições e experiências distintas construírem conjuntamente o livro favoreceu formas de comunicação mais acessíveis e representativas e demonstrou que a escrita colaborativa pode promover modos de produção de conhecimento sensíveis às agendas e reivindicações da sociedade atual. Considerando que a escrita é elemento central para o reconhecimento e consolidação de carreiras acadêmicas, explorar modos tradicionais e colaborativos pode
contribuir para o processo de “descolonização da Etnomusicologia”, amplamente discutido na academia brasileira. Essas práticas colaborativas e participativas de pesquisa, escrita e difusão do conhecimento, envolvendo parceiros e públicos diversos — inclusive não acadêmicos — impulsionam a renovação das formas de produção etnomusicológica, incorporando modelos de escrita e divulgação que vão além dos formatos acadêmicos tradicionais. Argumenta-se que experiências como essa configuram a etnomusicologia como campo comprometido com diversidade, inclusão e valorização de saberes tradicionais, estabelecendo a escrita colaborativa como forma de ativismo, artivismo e resistência, potencializando a transformação das práticas de pesquisa etnomusicológicas. 

Biografia do Autor

  • Lorena Avellar de Muniagurria, UNiCAMP

    NI

  • João Henrique Amancio Gião, UNICAMP

    NI

  • Hellem Pimentel , UFES

    NI

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Publicado

15.11.2025

Edição

Seção

GT 14- Conexões entre Etnomusicologia e Educação Musical: musicalidades, práxis de resistência e caminhos decoloniais

Como Citar

Pages Camargo, T., Muniagurria, L. A. de ., Amancio Gião, J. H. ., & Pimentel , H. . (2025). ESCRITA COLETIVA COMO PRÁTICA DE RESISTÊNCIA:Perspectivas para uma Etnomusicologia Engajada. ANAIS- ASSOCIAÇÂO BRASILEIRA DE ETNOMUSICOLOGIA, 1(12), 1-2. https://eventos.abet.mus.br/enabet/article/view/129