Mata Inteira e as Culturas Vivas na UFBA: Confluências epistemológicas através da Roda
Palavras-chave:
Mata Inteira, Confluências, Práticas contra-coloniaisResumo
As confluências das culturas vivas são de grande valia no resgate e valorização de outras epistemologias, isto é, outras formas de se contar a nossa história. Para tal feito, a Roda estabelece um espaço de compartilhamento desses saberes e celebração da ancestralidade afro-originária, historicamente, marginalizada, subalternizada e silenciada no Brasil. Fundamentando esta ideia, o Mestre quilombola Nêgo Bispo contribui com a palavra-conceito de confluência para pensar o envolvimento em diversidades, sob uma perspectiva contra-colonial. Dessa maneira, o projeto Mata Inteira e as Culturas Vivas na UFBA, teve o objetivo de conectar e fortalecer o vínculo sócio-cultural da Universidade Federal da Bahia com o Centro Cultural Mata Inteira, aquilombamento urbano localizado no campus de Ondina, com sede na área preservada de Mata Atlântica. Nesse sentido, bem como na perspectiva de quilombo de Beatriz Nascimento, as Rodas foram produzidas comprometidas em criar espaços de pertencimento, integrando manifestações como o Jongo, o Samba de Roda, o Coco e a Capoeira. O processo foi documentado através de registros fonográficos, fotográficos e relatos de experiência que fundamentam este artigo.