CANTO CORAL: VOZES BRASILEIRAS PARA UMA EDUCAÇÃO MUSICAL DECOLONIAL
DOI:
https://doi.org/10.71199/tcmm9215Palavras-chave:
decolonialidade, canto coral, educação musical, estética vocalResumo
Este ensaio explora a educação musical e, especificamente, o canto coral, como campos dinâmicos e plurais de formação humana e social no Brasil. Analisa a evolução histórica da educação musical no país, os desafios impostos pela hegemonia eurocêntrica e a emergência de perspectivas decoloniais, especialmente através do olhar etnomusicológico. Detalha o papel do regente como educador e as práticas pedagógicas adotadas no ambiente coral, destacando seu potencial para a integração social, o desenvolvimento do pensamento crítico e a valorização das diversas manifestações musicais brasileiras. O canto coral tem se consolidado como um campo fértil para a pesquisa e a prática em educação musical, reconhecido por seu potencial de desenvolvimento humano e artístico. Dista em ser apenas uma atividade de produção musical focada no resultado, a prática coral pode ser uma "escola" para a vida, oferecendo oportunidades de musicalização e formação humana, especialmente para aqueles sem acesso à educação musical formal. O texto explora o papel do canto coral como uma ferramenta pedagógica musical que pode exercer um papel de transformação social, através de um olhar decolonial, quanto a repertório e estética vocal, ao priorizar a cultura local e integrar aspectos sociais e culturais da música. O canto coral pode desafiar a hegemonia de modelos eurocêntricos, contribuindo para uma educação musical mais inclusiva, relevante e transformadora. A reflexão apresentada neste trabalho surge a partir da experiência com canto coral em um curso de Licenciatura e projeto de extensão em uma Instituição de Ensino no interior do Ceará.